Portugal, República do Quase

Crónicas do Último País da Europa Onde o Futuro Está Sempre em Aprovação

Autor: Francisco Gonçalves
Coautoria editorial: Aletheia Veritas
Ano: 2026
Género: Ficção política, sátira democrática e ensaio humorístico


Sinopse

Portugal, República do Quase é uma viagem satírica por uma democracia europeia que anuncia o futuro com uma convicção admirável, embora o presente continue frequentemente retido num balcão, à espera de parecer.

No ano de 2126, o investigador interplanetário Afonso Quântico recebe a missão de estudar uma antiga república terrestre chamada Portugal. Os arquivos oficiais descrevem um país moderno, digital, reformista, sustentável e estrategicamente imparável. Os documentos reais revelam, porém, uma nação especializada em eleições antecipadas, explicações tardias, aeroportos futuros, reformas supersónicas e comissões destinadas a estudar a criação de novas comissões.

Entre a queda de António Sereno, a omnipresença presidencial, a ascensão de Luís Montepardo, a Firma Filosofal e o Ministério das Explicações Tardias, o narrador procura compreender como Portugal conseguiu conservar uma democracia livre enquanto transformava a instabilidade política numa forma peculiar de normalidade.

Com humor, ficção científica e reflexão filosófica, o livro não ridiculariza a democracia: defende-a. Porque uma sociedade livre não é aquela onde os governantes nunca falham, mas aquela onde podem ser criticados, substituídos e, quando o material é particularmente generoso, convertidos em literatura.


Sobre o Autor

Francisco Gonçalves — Programador e empreendedor em tecnologias de informação, com várias décadas de experiência em sistemas, telecomunicações, arquitectura tecnológica e desenvolvimento de software. Ensaísta e autor no projecto editorial Fragmentos do Caos, onde cruza tecnologia, filosofia, política, democracia e crítica social.


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🧭 Excerto

“Portugal não era uma democracia perfeita. Era uma democracia fatigada, barulhenta, contraditória e permanentemente em obras. Mas continuava a permitir que qualquer cidadão dissesse que o Governo era ridículo e regressasse a casa sem ser perseguido.”


⚖️ Licença

Este livro encontra-se sob a
Creative Commons Atribuição–NãoComercial–PartilhaIgual 4.0 Internacional.

A República do Quase não falhava completamente. Isso seria demasiado definitivo. Quase crescia, quase reformava, quase esclarecia e quase terminava — conservando intacta a esperança de que, na próxima legislatura, tudo seria finalmente diferente.


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