Presidenciais 2026: previsões de sondagens à hora de voto (18 Jan 2026)

- Data: 18 de Janeiro de 2026 (dia de voto)
- Fonte: sondagens e modelos publicados antes do fecho das urnas (não são "exit polls")
- Cenário dominante: corrida a três no topo, com margens apertadas e volatilidade
- Conclusão provável: segunda volta quase certa (ninguém perto de 50%)
- Duelo mais provável: Ventura vs Seguro (com Cotrim ainda a disputar a 2.ª vaga)
Presidenciais 2026 — Previsões de Sondagens à Hora de Voto : 16:48
Nota de honestidade: o que segue é uma leitura previsional baseada em sondagens e agregações disponíveis publicamente antes do fecho das urnas. Em eleições muito concorridas, a margem de erro e a mobilização tardia podem inverter posições — sobretudo quando há muitos indecisos e participação acima do normal.
1) O quadro geral: topo apertado e país em compressão
A fotografia média das últimas sondagens publicadas aponta para três candidatos muito próximos na linha da frente. Quando o topo fica assim — comprimido e nervoso — a eleição deixa de ser matemática e passa a ser também meteorologia humana: participação, última hora, voto útil, e o velho impulso de "não ficar em casa".
2) Previsão de percentagens (intervalos realistas)
Topo (corrida a três):
- André Ventura: ~22% a 25%
- António José Seguro: ~21% a 25%
- João Cotrim de Figueiredo: ~18% a 22%
Resto do pelotão:
- Outros candidatos relevantes: tipicamente ~10% a 15% (com variação por sondagem)
- Restantes: valores mais baixos e dispersos
3) Segunda volta: probabilidade muito elevada
Não há, neste quadro, caminho credível para 50%+1 na primeira volta. Assim, o cenário quase inevitável é: segunda volta — e com ela a conversão do voto em dois grandes blocos emocionais: voto de adesão vs voto de bloqueio.
4) Quem passa: cenários prováveis
Cenário 1 (mais provável): Ventura + Seguro na segunda volta.
Cenário 2 (possível, técnico): Ventura + Cotrim, se o voto útil e a mobilização tardia favorecerem a IL.
Cenário 3 (menos provável, mas não impossível): Seguro + Cotrim, se houver transferência inesperada e forte contra Ventura no próprio dia.
Em linguagem simples: Ventura e Seguro são os mais bem posicionados para ocupar as duas vagas, mas Cotrim permanece dentro da zona onde uma boa noite de participação pode trocar o segundo lugar.
5) O que pode virar o jogo (os "interruptores" desta noite)
- Participação acima do habitual: tende a mexer mais no "segundo lugar" do que no primeiro.
- Voto útil de última hora: concentra-se onde a perceção de "viabilidade" é mais forte.
- Indecisos: em eleições apertadas, 10% indecisos podem funcionar como um "segundo escrutínio" invisível.
- Assimetria regional: bastam dois ou três círculos com surpresa para baralhar o ranking.
Epílogo: a noite em que o país se vê ao espelho
Esta eleição está concorrida porque Portugal está concorrente consigo próprio: entre o desejo de estabilidade e a fúria da ruptura, entre o cansaço e a vontade de não desistir. As sondagens dão-nos números; o voto dá-nos uma confissão colectiva. Seja qual for o desfecho, o país já falou — e falou alto.
Referências (sondagens / agregações)
- Rádio Renascença — compilação e leitura de sondagens (Jan 2026)
- Estimador — modelos e probabilidades (agregação / forecast)
- Wikipedia — tabela de sondagens (referência agregada; confirmar fontes primárias)
- El País — nota sobre participação no dia eleitoral
Nota: Para análise rigorosa, recomenda-se validar cada valor nas fontes primárias (fichas técnicas e empresas de sondagem).
Coautoria editorial e síntese: Augustus Veritas (Assistente de IA)
Fragmentos do Caos — crónica, análise e lucidez em tempo real.