BOX DE FACTOS
  • Propósito: afirmar a soberania da palavra e a permanência da memória.
  • Princípio: a verdade não deve depender de plataformas nem de "termos de serviço".
  • Meio: publicação descentralizada em IPFS com actualização via IPNS.
  • Mensagem: um texto livre deve poder sobreviver a servidores, censuras e apagamentos.
  • Convite: juntar mentes que ainda pensam — com coragem, lucidez e futuro.

Manifesto Fragmentos do Caos

A palavra não nasceu para viver em servidores alugados. A memória não foi feita para caber na boa vontade de plataformas. E a verdade — essa chama antiga — não pode depender de botões, algoritmos e silêncios bem penteados.

Nós, que escrevemos contra o vento e publicamos contra o silêncio, declaramos:

O mundo digital moderno construiu catedrais brilhantes… mas com portas de emergência que trancam por dentro. Chamam-lhes redes sociais. Chamam-lhes "cloud". Na prática, chamam-se dependência.

O Fragmentos do Caos recusa esse destino.

1) A palavra é um acto de soberania

Escrever é reclamar território. Publicar é abrir uma janela onde muitos querem paredes. Um texto honesto não é conteúdo: é testemunho.

Quando a sociedade se habitua ao ruído, a lucidez torna-se subversiva. E nós aceitamos essa subversão como dever cívico.

2) A memória é um bem comum

Vivemos na era do apagamento discreto: links que morrem, páginas que desaparecem, contas que são encerradas, arquivos que se perdem "por erro".

Mas uma sociedade sem memória é uma sociedade domesticável. E nós não fomos feitos para ser domesticados.

Por isso escolhemos IPFS e IPNS: não como moda tecnológica, mas como princípio moral. Porque um texto que pode ser apagado por terceiros… nunca foi realmente livre.

3) A Internet tem de voltar a pertencer aos cidadãos

O futuro não pode ser um condomínio fechado, com porteiros automáticos e vigilância silenciosa. A rede foi criada para ligar pessoas, não para as vigiar. Para distribuir conhecimento, não para o aprisionar em plataformas.

A descentralização não é apenas arquitectura. É uma forma de resistência.

4) O Fragmentos do Caos existe para incomodar

Não para agradar. Não para vender conforto. Não para entreter com banalidades.

Existe para lembrar que a mediocridade é um regime. E que a normalidade, muitas vezes, é só a máscara da resignação.

O Fragmentos do Caos é, e será, um laboratório de pensamento: crítica social, reflexão filosófica, visão tecnológica, memória humana — tudo isto unido por uma recusa simples: a recusa de aceitar o mundo como ele é, quando ele pode ser melhor.

5) Declaração de independência digital

A partir deste momento, afirmamos:

  • O Fragmentos do Caos não pertence a plataformas.
  • Não depende de um único servidor.
  • Não obedece a filtros invisíveis.
  • Não se submete ao apagamento fácil.

O Fragmentos do Caos vive distribuído — em nós, em rede, na persistência dos bits e na coragem das ideias.

6) Convite a quem ainda pensa

Se estás cansado do teatro, vem. Se estás farto do cinzento, vem. Se te recusas a ser mais um espectador, vem.

Não prometemos conforto. Prometemos claridade.

Não prometemos consenso. Prometemos honestidade.

E, acima de tudo, prometemos isto:

Enquanto houver um nó que guarde estas palavras, haverá um lugar onde a verdade respira.

Epílogo

A liberdade não é um "feature". É uma decisão. E a decisão está tomada.

Fragmentos do Caos
Pela liberdade criadora. Pela dignidade intelectual. Pela memória que não morre.
Coautoria editorial: Francisco Gonçalves -Aletheia Veritas & Augustus Veritas (Assistente de IA).
🌌 Fragmentos do Caos: Blogue Ebooks Carrossel
👁️ Esta página foi visitada ... vezes.