Lançamento: Os Salteadores da Arca Perdida — quando a democracia perde a chave do cofre

- Título: Os Salteadores da Arca Perdida
- Autor: Francisco Gonçalves
- Género: Romance / ficção política (sátira cívica e fábula moral)
- Ideia central: a democracia raramente cai de uma vez — costuma ser "saqueada" por dentro, com luvas de seda
- Leitura: Biblioteca do Fragmentos do Caos (Hugo) e edições digitais (PDF/EPUB/HTML)
- Tom: crítico, narrativo, irónico quando necessário — e humano quando dói
Os Salteadores da Arca Perdida
Há livros que nascem para entreter. E há livros que nascem para acordar.Os Salteadores da Arca Perdida pertence à segunda linhagem: uma ficção política onde a narrativa serve de espelho, e o espelho, por vezes, não é simpático — é necessário.
Chamemos-lhe "Arca". Não por exotismo, nem por superstição: a Arca é a metáfora do pacto fundador — aquilo que uma democracia promete quando se anuncia ao povo:dignidade, justiça, responsabilidade pública e futuro partilhado. Só que o pacto, quando não é vigiado, torna-se mercadoria. E é nesse intervalo — o intervalo entre a promessa e a fiscalização —bque entram os salteadores.
Uma fábula cívica para um país cansado de teatro
O romance não aponta o dedo a pessoas concretas. Faz algo mais perigoso: revela padrões. A corrupção da linguagem. A administração como labirinto. A imprensa como banda sonora do regime. A política como performance. A indignação como hobby dominical. E, no centro, a pergunta que ninguém quer fazer em voz alta: quem guarda o que é de todos?
O que o leitor encontra aqui
Encontra um grupo improvável empurrado para o heroísmo não por ambição, mas por teimosia ética. Encontra tensão e ironia, mas também ternura — porque o país real não vive só de discursos: vive de pessoas. E encontra, acima de tudo, a ideia central que arde por baixo de cada página: a democracia não morre apenas de golpes; morre de pequenas permissões repetidas.
Ler é resistir — e, às vezes, reconstruir
Este lançamento é um convite simples: abrir o livro como quem abre uma janela numa sala abafada. Porque há um momento em que um povo tem de decidir se quer viver num país de frases bonitas, ou num país de responsabilidade adulta.
Nota: se estiver a ler isto num dia em que tudo parece "normal", melhor ainda. É nos dias normais que os salteadores preferem trabalhar.
Epílogo: a Arca não se recupera com slogans
Os Salteadores da Arca Perdida não é um livro "contra" — é um livro "a favor": a favor da lucidez, da exigência, e da coragem de dizer que a mediocridade não é destino. O futuro não se herda: constrói-se. E, por vezes, começa numa página.