Do Trono à Cleptocracia (1820–2025) — Um livro para acordar a cidadania

- O que é: um livro-espelho sobre o percurso político português, de 1820 a 2025, e as metamorfoses do poder.
- Para quê: trocar resignação por lucidez — e lucidez por acção cidadã.
- O alvo: a normalização do "não vale a pena", do "são todos iguais", do "deixa andar".
- O convite: ler, discutir, partilhar e exigir — com serenidade, mas sem ajoelhar.
- Onde ler: Portugal : Do Trono à Cleptocracia
Do Trono à Cleptocracia (1820–2025)
E o abuso prospera quando a população confunde paciência com rendição.
Este texto não é um anúncio. É um toque a rebate. Não tem purpurinas, não tem slogans, não tem aquela doçura hipócrita que os regimes (e as rotinas) usam para embalar o povo e vender-lhe a ideia de que a normalidade é uma bênção. A normalidade, quando é injusta, é apenas um vício com gravata.
"Do Trono à Cleptocracia (1820–2025)" nasce de uma pergunta simples, quase infantil, mas devastadora: em que momento foi o país convencido de que não tem direito a exigir?Porque é isso que nos roubaram primeiro — não foi o dinheiro, foi a coragem. Não foi a riqueza, foi a dignidade. E quando a dignidade cai, tudo o resto vira "taxa", "ajuste", "sacrifício", "inevitabilidade". A cleptocracia adora palavras que soam a meteorologia: como se a miséria fosse chuva.
Um livro que não pede licença
Este livro não se ajoelha perante o "centrão" sentimental: essa religião moderna que adora um país desde que o país não se mexa. Ao longo de quase dois séculos, Portugal foi mudando de vestuário político — e, tantas vezes, mantendo a mesma alma administrativa: pesada, hierárquica, imune à responsabilidade e viciada em promessas.
Aqui, a História não é museu. É raio-X. O leitor encontrará uma linha de continuidade: a arte de mandar sem prestar contas, a coreografia do "não fui eu", a eterna transferência de culpa para "os de baixo", e a fabricação em série de cidadãos cansados — cidadãos que trabalham, pagam, obedecem, e no fim ainda pedem desculpa por existirem.
Porque isto é um lançamento — e também um julgamento
Chamar "lançamento" a isto é simpático. A palavra cheira a palco e a aplauso. Mas o que interessa não é o aplauso — é a consequência. O livro é uma acusação civil: não contra pessoas concretas (essas passam), mas contra um mecanismo cultural que tolera tudo e depois surpreende-se com o resultado.
O poder, em Portugal, aprendeu um truque antigo: convencer o cidadão de que reclamar é má educação. E, simultaneamente, convencer o cidadão de que calar é maturidade. Isto é engenharia social com sorriso paternal. Uma democracia não morre apenas por golpes; morre também por bocejos.
A cidadania não é um botão — é um músculo
O que este livro pede ao leitor não é fé. É treino. Treino de perguntas. Treino de atenção. Treino de memória. Porque a cleptocracia alimenta-se de amnésia: troca-se o enredo, muda-se o actor, mantém-se o guião. E o povo, cansado, fica a ver a série como quem já sabe o final — e por isso não interrompe a emissão.
Há três linhas de força que, se forem activadas, mudam um país sem derramar uma gota de sangue: transparência, responsabilidade e participação. Tudo o resto são fogos-de-artifício de PowerPoint. O problema é que estas três coisas custam. Custam tempo, custam confronto, custam desconforto. E é precisamente por isso que funcionam.
Como ler este livro — e transformá-lo em acção
Se quiseres apenas "ler", vais encontrar matéria suficiente para indignação. Mas este livro foi escrito para um acto maior: criar conversas — entre amigos, entre famílias, entre colegas, entre vizinhos. A cidadania nasce assim: quando a vergonha muda de lado. Quando o cidadão deixa de sentir vergonha por exigir e o poder começa, finalmente, a sentir vergonha por falhar.
- Lê um capítulo e escreve (nem que seja numa nota do telemóvel) as 5 perguntas que ele te acendeu.
- Partilha o link com 3 pessoas e pede-lhes uma coisa concreta: "diz-me o que te irritou — e porquê".
- Transforma indignação em gesto: participa numa assembleia municipal, escreve ao teu deputado, pede dados, exige explicações. Com educação, sim — mas com firmeza.
Uma última ironia, para terminar com verdade
Portugal não é um país condenado. É um país adiado. Aliás confirmado pelas palavras do próprio Presidente Marcelo no seu discurso de Ano Novo para 2026. E o adiamento é confortável — até ao dia em que nos acorda a realidade, de madrugada, com a frieza de uma factura e a humilhação de um "não dá".
Este livro é um convite para o contrário: para o "dá" com método, para o "dá" com cidadania, para o "dá" com coragem civil. Um país não se salva com heróis; salva-se com cidadãos. E um cidadão começa no momento em que deixa de dizer "eles" e passa a dizer "nós".
Um cidadão que não se conforma com uma sociedade civil adormecida no seu país. E com um país sequestrado por elites corruptas e sem futuro.
Fragmentos do Caos — em co-autoria editorial com Augustus (AI Assistant)
Leitura do livro: Portugal : Do Trono à Cleptocracia