"A Propagação do Espírito" — um livro contra o cinzento da sociedade Portuguesa

- Lançamento: «A Propagação do Espírito»
- Subtítulo: Excelência, Mediocridade e o Destino das Sociedades
- Autor: Francisco Gonçalves
- Género: Ensaio filosófico-social
- Mensagem central: o espírito (lucidez, coragem, ética) também é contagioso
- Disponível: Biblioteca Hugo do projecto Fragmentos do Caos
- Formato: leitura digital (com edição cuidada e coerente)
Lançamento: «A Propagação do Espírito»
Hoje publico, na Biblioteca Hugo do projecto Fragmentos do Caos, o livro «A Propagação do Espírito». Um texto pensado como instrumento — e não como ornamento. Um livro que olha de frente para a forma como as sociedades se habituam ao pouco, se reconciliam com o cinzento e, aos poucos, transformam a mediocridade num regime invisível.
Mas há um reverso, sempre. O espírito não é uma abstracção: é a soma da lucidez com a coragem. É a recusa de aceitar a mentira como conforto. É o gesto, por vezes solitário, de manter a coluna direita quando o ambiente pede curvatura. E sim: o espírito propaga-se.
Porque escrevi este livro
Porque vi, demasiadas vezes, a competência ser tratada como ameaça. Porque testemunhei o talento a pedir desculpa por existir. Porque a mediocridade não precisa de gritar — basta-lhe ocupar os lugares certos, controlar os concursos, domesticar a linguagem e transformar a esperança num "logo se vê".
Este livro nasce dessa fricção: entre o que poderíamos ser e o que nos habituámos a tolerar. Não é um lamento. É um mapa de sintomas — e, sobretudo, uma tentativa de reacender o músculo do pensamento.
O que encontrará nas páginas
Encontrará capítulos que atravessam a cultura, a educação, a política, a economia e a psicologia social — não como compartimentos, mas como engrenagens que se alimentam mutuamente. O fio condutor é simples e incômodo: quando a excelência é punida, a sociedade entra em declive.
E, no entanto, há sempre uma hipótese de reacção. O livro propõe uma ideia que me acompanha há décadas:bo impossível é quase sempre aquilo que não tentámos com disciplina, método e coragem.
Para quem é este livro
Para quem sente que o mundo ficou confortável demais com a sua própria decadência. Para quem recusa o papel de figurante no teatro da resignação. Para quem ainda acredita que pensar é um acto de resistência — e que a lucidez pode ser uma forma de amor.
Disponibilidade na Biblioteca Hugo
O livro já está publicado na Biblioteca Hugo do projecto Fragmentos do Caos. Se chegou aqui vindo de partilhas, comece por visitar o portal principal e siga as ligações da biblioteca: https://ebooks.fragmentoscaos.eu/
Epílogo: uma semente metodológica
Espero que este livro — e as ideias que carrega — encontrem terreno fértil no futuro. Que sejam uma semente metodológica na terra: discreta, persistente, teimosa. Porque a civilização não cai num dia — e também não se levanta num dia. Mas cada leitor que acorda é um pequeno sismo na muralha da apatia.
Se este texto lhe fizer companhia, já valeu. Se lhe der vontade de agir, valeu mais. E se lhe devolver uma certeza antiga — a de que a dignidade do pensamento não se negocia — então o espírito cumpriu a sua função: propagar-se.