A Rendição Silenciosa do Ocidente: Trump, Rússia e a Ucrânia à Beira do Abismo 2025-11-19 Uma análise crítica ao movimento geopolítico que ameaça empurrar os Estados Unidos para fora da História. Fragmentos do Caos https://www.fragmentoscaos.eu/wp-content/uploads/2024/10/geopolitica_ocidente_colapso.jpg

BOX DE FACTOS

  • Serviços de inteligência dos EUA confirmaram interferência russa nas eleições de 2016.
  • Trump propôs cortar apoio à Ucrânia e reduzir o financiamento à NATO.
  • Proposta norte-americana inclui cedência territorial ucraniana e redução do exército.
  • A Rússia segue estratégia contínua de anexação desde 2008.

A Rendição Silenciosa do Ocidente: Trump, Rússia e a Ucrânia à Beira do Abismo

O Ocidente aproxima-se de um momento decisivo: ou mantém a espinha dorsal da democracia global, ou entrega o século XXI nas mãos de autocratas que aprenderam a manipular, dividir e corromper os próprios alicerces da liberdade.

1. O regresso do fantasma de 2016

A questão "Trump é um activo russo?" soa a provocação. Mas a História raramente progride por certezas: avança por padrões. E o padrão é claro. Durante anos, Trump evitou criticar Putin, atacou a NATO, pôs em causa os aliados europeus e promoveu uma admiração quase reverencial por autocratas. Mesmo sem prova jurídica, o comportamento é, em si mesmo, um sinal claro de alinhamento involuntário ou deliberado com os interesses do Kremlin.

2. Um império que escorrega na sua própria sombra

Os EUA vivem uma erosão interna: polarização extrema, ignorância histórica, desinformação digital e uma mistura tóxica de ressentimento cultural. Quando uma democracia depende emocionalmente de um homem que despreza a própria Constituição, não é uma democracia funcional. É um império fatigado a tropeçar nos seus próprios mitos.

3. A proposta absurda: entregar território ucraniano e reduzir o exército

A proposta atribuída a Washington — "ceder território para acabar com a guerra" — é geopoliticamente insensata. Quem concede território a Putin não ganha paz. Ganha uma pausa breve antes da próxima ofensiva. A Ucrânia seria enfraquecida, a Europa exposta e a Rússia legitimada. Um desastre estratégico com preço incalculável.

4. A grande manobra de Moscovo

Putin não precisa conquistar o mundo pela força. Basta-lhe que o Ocidente se desmorone sozinho, entregue ao populismo, à desconfiança interna e à facilidade com que troca liberdade por ilusões. Trump tem sido, consciente ou inconscientemente, o vetor perfeito deste plano.

5. O futuro que se decide agora

O Ocidente corre o risco de perder a liderança global não pela força alheia, mas por rendição voluntária ao ruído, ao egoísmo e ao populismo. A História tem um estranho sentido de humor: as civilizações raramente são derrubadas; prefere vê-las cometer suicídio institucional.

Epílogo

As democracias são frágeis como pergaminhos antigos. A tinta com que escrevemos o nosso futuro pode ser luz, ou pode ser ácido. Neste momento, estamos perigosamente perto do frasco errado.
Francisco Gonçalves & Augustus Veritas
Fragmentos do Caos — Série "Contra o Teatro da Mediocridade"
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