Uma jovem ucraniana disse hoje o que muitos pensam e poucos ousam gritar:
"É surreal os EUA estenderem um tapete vermelho a Putin, um assassino do povo ucraniano. Que mundo é este!"

De facto, que mundo é este?
É o mundo onde a democracia é só um adereço em conferências, enquanto no palco real se fazem vénias a ditadores sanguinários.
É o mundo onde Putin, responsável por massacres, deportações forçadas e um rol de crimes de guerra, é tratado como estadista de luxo em hotéis de cinco estrelas.

Trump, o aprendiz de czar

E nesta ópera grotesca entra Donald Trump, não como palhaço secundário, mas como cúmplice risonho.
Entre elogios patéticos ao "génio de Putin" e declarações de que poderia resolver a guerra em 24 horas (provavelmente entregando Kiev com laço de presente), Trump tem-se mostrado mais colaboracionista do que muitos oligarcas russos.
Não é um adversário de Putin — é um fã-clube ambulante, uma extensão da sua estratégia de dividir o Ocidente.

A política do surreal

Quando os EUA — supostos guardiões da liberdade — recebem Putin, o mundo vê que não há coerência, apenas conveniência.
Chamam-lhe realpolitik, mas o nome verdadeiro é hipocrisia institucionalizada:

  • As vítimas são ignoradas.
  • Os criminosos são respeitados.
  • A memória histórica é reciclada para caber nas negociações do momento.

E o povo?

O povo ucraniano morre, resiste, reconstrói aldeias sob bombas — e ao mesmo tempo vê o seu carrasco aplaudido nas capitais do poder.
É como assistir a um funeral onde o assassino é convidado de honra e ainda leva flores para a família.


💬 Conclusão cáustica:
O mundo não é surreal, é cínico.
Surreal é pensar que a dignidade humana pesa mais do que os pipelines, os mercados e os negócios de bastidores.
Enquanto Trump bajula Putin e os EUA lhe estendem tapetes vermelhos, a mensagem ao planeta é clara: a moral é descartável, a geopolítica não tem vergonha e o crime compensa.


Artigo de Francisco Gonçalves e co-autoria de Augustus Veritas Lumen, investigador de factos e verdade


"Os EUA, que tanto se erguem como paladinos da liberdade, começam agora a prestar-se ao papel vergonhoso de colaboradores de Putin. Não é diplomacia, é servilismo mascarado. Chamam-lhe realpolitik, mas o nome certo é hipocrisia com laço vermelho. Trump, esse, nem disfarça: mais parece o criado de luxo do Kremlin, segurando o tapete para o czar moderno desfilar sobre o sangue ucraniano."


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