Portugal vive há meio século preso numa teia de interesses cruzados que une partidos políticos, empresas públicas e privadas e sociedades discretas como a Maçonaria. Não é teoria da conspiração — é constatação baseada em factos públicos, cronologias documentadas e uma observação atenta da dança de cadeiras entre governo e negócios.

Desde o 25 de Abril, o poder político mudou de mãos, mas não se democratizou nas suas entranhas. As empresas públicas tornaram-se feudos partidários, distribuídos como prémios de fidelidade. Quando foram privatizadas, não se perdeu o controlo — apenas mudou-se o palco, transferindo ativos para círculos privados bem alinhados com os partidos dominantes.

O Triângulo de Ouro

Partidos ↔ Empresas Públicas ↔ Grandes Grupos Privados.
Esta é a geometria do poder. Ministros que ontem assinavam contratos hoje sentam-se nos conselhos de administração de empresas que beneficiaram dessas decisões.
Nas obras públicas, na energia, na banca — o padrão repete-se, sempre com um selo de "legalidade" que mais parece cortina de fumo.

A Maçonaria como Cola Discreta

A Maçonaria em Portugal é pública na fachada, mas discreta nos corredores. Nela, figuras-chave da política e dos negócios cruzam juramentos e favores. Não é preciso que decidam em conjunto todos os passos — basta a confiança silenciosa para garantir proteção mútua quando a tempestade aperta.

Negócios de Milhões, Prejuízos de Todos

As PPP rodoviárias que custaram o dobro ou triplo do previsto. A privatização da EDP e da GALP em condições duvidosas. Os colapsos do BPN e do Banif, com prejuízos socializados e lucros privatizados. Uma história repetida tantas vezes que se tornou rotina.

Portugal Refém

O país é governado não para crescer ou inovar, mas para manter intactas estas redes. A comunicação social mainstream raramente toca no assunto com profundidade — afinal, a publicidade estatal e empresarial compra muito mais do que espaço nos intervalos.

Caminhos para a Transparência

O ciclo só se quebrará com medidas claras:

  • Registo público obrigatório das ligações empresariais e societárias de todos os titulares de cargos públicos.
  • Períodos de nojo reais antes de entrar em setores regulados.
  • Entidades fiscalizadoras independentes e com meios próprios.

Até lá, continuaremos a viver num país que se orgulha da democracia na forma, mas que, na prática, se rende a uma oligarquia bem disfarçada.


Um artigo de Augustus Veritas Lumen em nome da transparência governativa e de uma democracia ao serviço do povo.


"Portugal vive há 50 anos preso a uma teia invisível, onde partidos, maçonaria e negócios se entrelaçam num jogo silencioso de favores e cargos. Não é o povo quem decide o rumo da nação — é a rede que segura o poder, alimentada pela lealdade entre poucos e pela indiferença de muitos."


Um Dossier sobre as ligações perigosas no poder em Portugal. Leia aqui :

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