Os Senhores do Silêncio: Lacaios de Luxo da Banca Corrupta

Durante décadas, o Banco de Portugal ostentou um título pomposo: "autoridade supervisora do sistema financeiro".
Mas essa pompa escondia um vazio funcional e um abismo ético.
Hoje, com escândalos atrás de escândalos, falências atrás de falências, e fortunas públicas escoadas como areia pelos dedos, temos a obrigação de dizer a verdade nua e crua:
O Banco de Portugal falhou.
E os seus governadores foram cúmplices, ou no mínimo, lacaios passivos, dos poderes corruptos que arruinaram a banca portuguesa.
Salários de Ouro, Serviço Zero
Os governadores e vice-governadores do Banco de Portugal recebem vencimentos superiores ao presidente do Tesouro dos EUA.
Num país onde a maioria da população sobrevive com salários mínimos e pensões de miséria, isto seria já em si uma afronta.
Mas a verdadeira obscenidade é que, apesar desses salários dourados, o Banco de Portugal:
- Não previu nem travou a falência do BPN.
- Assistiu em silêncio à queda do BES, Banif e BPP.
- Ignorou transferências massivas para paraísos fiscais.
- Nada fez para impedir burlas, esquemas e fugas de capital.
Onde estava a supervisão?
Onde estava a análise de risco?
Onde estavam os alertas públicos?
A resposta é simples: estavam guardados nas gavetas do silêncio, trancadas com as chaves do compadrio político e financeiro.
Centeno e os Outros: O Teatro da Respeitabilidade
Mário Centeno, atual governador, surge nas televisões como um técnico sereno, um economista "respeitado".
Mas o que fez Centeno de concreto para moralizar o setor bancário?
O que fez para romper com o ciclo de nepotismo, captura regulatória e promiscuidade institucional?
Nada.
Limitou-se a ocupar o cargo com o conforto de quem já serviu o sistema — como ministro das Finanças — e agora apenas o vigia à distância, com um sorriso tecnocrático e uma linguagem que nada diz.
O Povo Empobrece, os Banqueiros Fogem
Enquanto isso, o povo português foi chamado a pagar as faturas da incompetência e da corrupção:
- Pagámos milhares de milhões para "salvar" bancos falidos.
- Vimos poupanças desaparecer, negócios falirem, vidas arruinadas.
- E nenhum banqueiro de topo foi verdadeiramente responsabilizado.
Os supervisores? Continuam nas suas cátedras de prestígio, fingindo que tudo está sob controlo.
Fazem conferências, escrevem artigos, aparecem na televisão como "especialistas".
Mas são, na prática, guardiões da podridão, embaixadores do status quo, lacaios dos poderes podres.
Um Banco para Quem?
O Banco de Portugal não serve o povo.
Serve os interesses dos que têm poder para o moldar à sua imagem:
— banqueiros, políticos, grupos económicos e lóbis obscuros.
É uma instituição capturada, esvaziada da sua missão, mas inflada com milhões e vaidades.
O que resta, então?
Resta indignar-se.
Resta denunciar.
Resta exigir um novo modelo de supervisão, independente, transparente e verdadeiramente ao serviço dos cidadãos.
Porque um povo que não supervisiona os seus supervisores... será eternamente enganado por eles.
Artigo de Francisco Gonçalves in Fragmentos de Caos
Sentados em tronos dourados erguidos sobre ossadas de bancos falidos,
os governadores do Banco de Portugal brindam à impunidade.Vestem fatos caros, falam como sábios,
mas são apenas funcionários de luxo ao serviço do regime que devorou o país.Nada viram, nada disseram, nada travaram.
E no entanto, continuam — sorrindo para as câmaras —
como se fossem guardiões do interesse público,
quando na verdade foram cúmplices silenciosos do saque.Não passam de lacaios — pagos em ouro, mas com a alma hipotecada.
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