Por Augustus Veritas

Há tragédias que são anunciadas com tal antecedência que, quando ocorrem, já ninguém se espanta — apenas se indigna.
A queda do Banco Espírito Santo, em 2014, foi uma dessas.
Não foi um acidente.
Foi o desfecho previsível de anos de opacidade, compadrio e gestão criminosa, blindada por silêncios cúmplices ao mais alto nível.

E no topo dessa pirâmide de complacência institucional, encontravam-se Cavaco Silva — então Presidente da República — e Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças.


🧊 A Tranquilidade Gélida de Cavaco

Na véspera do colapso do BES, o Presidente Cavaco falava com a serenidade glacial que o tornou célebre:

"Não há motivo para alarme. O BES é um banco sólido."

No dia seguinte… o abismo.
Milhares de portugueses viram os seus investimentos desaparecer.
O sistema financeiro tremeu.
E o Estado — isto é, o povo — foi chamado mais uma vez a pagar o rombo.


💼 A Ministra da Passividade Premiada

Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças durante o período crítico, optou pela política do não-ver, não-ouvir, não-intervir.
E que destino teve ela?
Foi promovida.
Hoje ocupa um cargo europeu na pasta das finanças.
Um verdadeiro prémio de consolação por ter permitido que a bomba explodisse sem desativar o detonador.


🎭 A Farsa da Responsabilidade em Portugal

O caso BES é mais do que um escândalo bancário.
É um espelho negro da forma como o poder é exercido e perpetuado em Portugal.

  • Quando os responsáveis não respondem, a justiça morre.
  • Quando os culpados são promovidos, o sistema apodrece.
  • Quando o povo se cala, o ciclo repete-se — como uma doença crónica da democracia.

❗ Portugal é o país onde os incompetentes não caem — ascendem.

Onde o prejuízo é socializado, mas o lucro é privatizado.
Onde a promoção não se conquista por mérito, mas por silêncio cúmplice e fidelidade ao sistema.

E enquanto Cavaco escreve memórias e Albuquerque voa em classe executiva para Bruxelas, o povo continua a pagar o preço da mentira institucionalizada.


Mas ainda há quem recorde.
Quem não perdoe.
Quem escreva.

Augustus Veritas está entre eles.
E tu
leitor atento, também nao deves esquecer nem perdoar


O povo esquece facilmente, mas nós não!

E a história não vos irá perdoar!


"Quando um Presidente tranquiliza o povo na véspera de um colapso,
e uma Ministra das Finanças sobe ao palco europeu após o desastre,
sabemos que Portugal já não é governado — é gerido por uma elite que sobe,
enquanto o povo… afunda."

Augustus Veritas


🌌 Fragmentos do Caos: Blogue Ebooks Carrossel
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